terça-feira, 24 de agosto de 2010

Cantoria - Cantiga de Amigo

3 comentários:

Adilson disse...

Proximidade
Hoje quero falar de distâncias.
Quero analisar minha fala:
“não há proximidade sem distanciamento”.
Assim,
Uma pequena distância não é próxima,
Uma grande distância não é afastamento.
A supressão da distância não é o mesmo
Que aproximar-se das coisas.
Se tudo está presente,
Mas a proximidade esta ausente,
Como podemos alcançar o que está próximo?
Afinal,
Como podemos experimentar a essência da proximidade?
Aqui, me distancio de Heidegger
Para subverter o sujeito cartesiano,
Pelo sujeito do inconsciente.
O sujeito do inconsciente não é um sujeito da certeza,
Mas sim um sujeito do afeto.
Então, uma das possíveis soluções
Para a experiência da proximidade:
O “afeto”

(@by Adilson S. Silva)
Me visite lá no Recanto das Letras ...Di Adilson

Carmen Regina Dias disse...

“Não há proximidade sem distanciamento.”
O nó em minhas idéias se desmancha ligeiro,
de fato, não raro, a experiência do mundo das certezas
costuma ser cruel.

Quem consegue manter vigilância de proteção à
Singularidade do outro?

Quem sois? Uma idéia pulsando em minhas células?
Certo é que tal idéia não se cansa de me surpreender.
É natural que lhe tenha afeto
e deseje aproximação,
transbordamento de afeto num re fluir amoroso,
qual água da fonte que se compraz em dar-se à boca que nela bebe
e aos pés que nela se refrescam.

A aproximação, como a concebem os antigos chineses,
abre portas para o primeiro mito:
a quem nomeio Narciso, Narciso, por onde entram os outros mitos,
nefastos à perenidade da comunhão.

E o novo, que abriria janelas e ampliaria a visão é sumariamente distorcido
pelas lentes psicológicas dos aproximados.

É um desafio não invadir nem deixar-se invadir pelo olhar formata
dor do outro.

Eu, que sou, para o poeta criador de universos, que faz cirandas
de galáxias ao redor do luar?
Com que me pareço?
O melhor do mistério é o desvendá-lo.

Haverão de se encontrar,
o universo inconsciente esgueira-se a todo instante
no patamar do eterno,
para ver até que ponto se suporta a tênue linha separatória
entre o que se imagina e o que se perceberá.

O coração amoroso, mais dia menos dia...

Milene Sarquissiano disse...

Oi Carmem...
cheguei aqui através do blog do poeta encanto BEGIATO.
De muito bom gosto tudo o que vi aqui,inclusive estou a te seguir,rss
Venho te convidar pra participar da comunidae em homenagem ao BEGIATO.

O link está no meu blog,só clicar e serás direcionda pra lá.

Te espero!!

bjos suaves