sexta-feira, 25 de março de 2011

Bella tarde ....




A bella tarde se lança
ao espaço entre o dia e a noite.

Gostosa e lânguida, 
desce o zíper de seu vestido de seda dourado
para seduzir,

ombros à mostra, 
fenda horizontal insinuando-se
no limite entre o céu e o chão,
sentidos aflorados,
chama...


O poeta, 
rosa rubra nos lábios,
pena fina na mão, 

poema ardendo na ponta da língua,

corre ao seu encontro,
inebriado, encantado, fascinado.

As maçãs exalam, as sereias espiam,
as areias suspiram.

Eu espero sentada 
à beira do a mar.


Carmen Regina





2 comentários:

Jonas de Carvalho disse...

um dia eu disse isso:

" De todas as propriedades das palavras a que mais me intriga são suas nuances.

Eu as escrevo de um jeito e elas poderão ser entendidas de tantos jeitos quantas forem as vezes em que serão lidas.

As palavras são como as borboletas, frágeis ao vento, tropegas. Mas como encantam!"

E eu o dizia para mim mesmo, agora digo-o pra você.

Fique em paz

Jonas

Suzana Martins disse...

Lindos versos que arrepiam a derme!
Lindo versar que rasga a alma do sentir!!

Lindo demais querida Carmen!!!