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Nada é tão mágico assim
- Pimpirilimpimpim!
Só a varinha de condão
Cintilando em minha mão.
Sissssssss...Blimmmm!
É pedra se derretendo,
Coração tornando a pulsar,
Um forte impulso de vida
Acende a lanterna do olhar.
- Todo mundo quer amar.
Em fogo ardem paixões,
Juras de amor eterno,
Mas, depois, o encanto passa,
Primavera vira inverno
- Voam desilusões...
Que dirá meu coração...
Dormia tão sossegado,
Tumtumtum tão relaxante...
Varinha entrou em ação!
- Lá se foi meu coração...
Agora, ao Deusdará,
(fada madrinha, cadê?)
- Shiva tocou seu tambor,
Lá se foi meu grande amor...
- O que que eu vou ti dizer...
(carmen)
3 comentários:
A vida não pára de nos ensinar
e surpreendemo-nos
por sermos capazes de tanto aprender.
Dificilmente nos é dado
o que nos serve ao descanso,
mas o que nos dá trabalho
e nos remove a carapaça;
aquela que tão bem já nos assenta,
de tão dura e velha...
O que é alimento à nossa segurança,
intoxica o caminho e a esperança,
descontrói a lógica das estruturas
que se edificaram sabiamente na alma.
São os pés que tacteiam o chão,
suportam todos os pesos,
e a dor de um destino.
Com os olhos saboreamos
o que está à nossa altura
ou acima de nós
e tranquilamente aprenderemos a ver
a felicidade
como se tudo fosse a primeira vez.
josé heitor Santiago
Versão final de Aprender, inspirado por este seu belíssimo poema!
Abraços poema,
jhs
Carmen, como é bom ser surpreendida com tão lindo, lógico poema que remove nossas carapaças (como bem diz JHS), nossas defesas tão bem protegidas e guardadas. E é tão bom ser desconstruída...para retirar nossa alma da inércia (dói, dói) mas é bom aprendermos sobre nós mesmos e a partir disso, quem sabe? voltar a caminhar, trôpegos, tontos, mas caminhar de novo. Beijos minha amiga. Graça
CARMEN,
A SUAVIDADE DA ESCRITA MOSTRA A FORTALEZA DA ALMA DA MULHER.
FADA MADRINHA NÃO ACENDEM A ESTRELINHA AO DEUSDARÁ E SIM À SENSIBILIDADE DO SER.
AMEI! LIA DE SÁ LEITÃO.
PS. QUE TAL A GENTE NUM ENONTRO FORTUITO CRIAR LETRAS QUE NEM O CANTO DE UM PASSARINHO?
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