Eu, gema, gemo,
mal chega perto o esmeril,
o som estridente, as faíscas de fogo,
os fiapos e lascas saltando de mim.
Eu gemo.
Lapidar, lapidar, lapidar!
É um lapidar sem fim.
A velha roupagem?
Já era!
Já era!
Foi ao poço das quimeras.
No começo, me desconheço,
mas, quando surgem as faces,
aquelas, que eu não veria,
se não fosse o esmeril..
Alegria! (quem ti vê, e quem ti viu!)
*Carmen Regina
foto do site Zaroio.com.br via Google
2 comentários:
viver é lapidar-se, "esmerilar-se", descobrir-se, mostrar-se a si mesmo,medo das faíscas, dos cortes? Todos temos, mas a obra pronta sempre agrada, apura-se
Os seus comentários carinhosos me encheram de alegria.
A sua inteligência me atrai, quero descobrir mais através de você.
Mil beijos, Carmen Regina!
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