
Era dentro de si que ele estava.
O tempo todo ali,
flauta invisível, sutil melodia,
o tempo todo tocando dentro de si.
Era a canção predileta dos deuses,
todavia, não se a ouvia,
seus ouvidos voltavam-se para fora.
Lá, ele não estava, fora, ele se perdia.
Vagou por ermos inomináveis,
Dormiu no colo dos sentidos febris,
queria tudo, e tudo era nada...
Perdeu-se na estrada, e agora, retorna,
poesia na ponta da língua,
poeta na alma, como sempre o quis.
Carmen Regina
2 comentários:
Belíssima a Flauta de Eros!
Melodiosos os sons das palavras, a vibração que ecoa nos céus!...
Deixo-lhe um poema;
Fá-lo de ti...
No ceio
de todo o conflito
está o sexo;
os papéis,
e a identidade,
a (pre)dominância,
e o poder
do género...
E o amor?!
Fá-lo de ti,
na vertical,
viril essência
da condição humana.
Fértil
e mãe
é-nos a Terra.
josé heitor santiago
Abraços-poema!
"Voltar, voltar aos velhos tempos
Dar é muito mais que receber
Viver em tempos que a preocupação
Já não tem motivo de existir"
(SB, 1978)
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