
Era um anjo,
Até começar a beber
na taça dos mortais.
Agora cultiva ervas daninhas,
e se espalha...
Agora destila sua própria sicuta.
Não sabe o mal que se faz.
Pobre anjo...
Não resistiu ao chão movediço
de suas próprias re criações.
A alma apagou a luz
e ele dormiu.
Ainda dorme, pobre anjo...
Enquanto dorme
nutre fantasias,
re cria ilusões.
Já não sabe estar sozinho.
Só, alimenta fantasmas.
O anjo agora é multidões.
carmen
4 comentários:
Admirável este Pobre Anjo!
Parabéns, poeta da Terra e dos Céus!
Abraços poema!
Carmem, que coisa tocante a sina desse Pobre Anjo!
Lindo poema!
bjs
O mal não precisa de fertilizantes. Por si só se autoaduba.
Inteligente e criativo o teu "Pobre anjo", Carmen.
Beijos poéticos.
Robério Matos (twitter)
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