
O abraço, tela de Klint
.Divindade é a tua mão,
são teus dedos desenhando flores em minha pele.
É o teu hálito
semeando primaveras no Jardim do Éden do meu peito.
Divinos eram os deuses
antes que Eros te criasse e tu me oferecesses a maçã do amor
que ficou grudada no céu da minha boca junto com teu beijo.
Divina é a cor rubi
na colcha de infinito em que nos deitamos, paralelos, amorosos, puros.
Divino é ultrapassar as leis naturais
e ser envolvida pelo éter que se desprende do ar que respiras.
Divino é eu te ser
sem que precises fazer nada além de fechar os olhos e me inspirar.
Divino é morrer crucificada em teu corpo,
suspirar em teus braços.
*Carmen Regina
2 comentários:
«Escrevo versos, poemas,
mas há quem seja a própria poesia!»
Belíssimo!
Abril Abraços,
jhs
Muito belo.
Postar um comentário