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Piso nas areias movediças
do pensamento,
a princípio macias e perfumadas mas,
à medida em que juntando se vão,
tornam-se intermitentes,
Um zás! e o vórtice se faz,
configura-se o buraco negro
levando tudo de roldão.
Abrem-se as comportas da mente
e, ei-los, obscurecendo os caminhos,
" náufrago de mim mesmo"
já não vislumbro a estrada.
É um Deus nos acuda!
Porteira por onde passou um boi
Passa agora uma boiada.
Oremos!
carmen
Um comentário:
"" náufrago de mim mesmo"
já não vislumbro a estrada."
Ás vezes viajamos em nosso interior, vislumbrando imagens que, num turbilhão de coisas, nos emaranhamos e nos tornamos desperdiçadores das riquezas mentais. Eia, meia volta. É hora de retornar ao 'statu quo ante' da simplicidade.
"um abismo chama outro abismo no ruir de suas catadupas" (Salomão).
Realmente, é hora de orar.
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