quarta-feira, 17 de setembro de 2014

*Anjo




Era um anjo.
Até começar a beber
da taça dos mortais.
Agora cultiva ervas daninhas,
e se espalha...
Agora destila sua própria cicuta.
Não sabe o mal que se faz
pobre anjo...
Não resistiu ao chão movediço
de suas próprias criações.
A alma apagou a luz
e ele dormiu.
Ainda dorme, pobre anjo...
Enquanto dorme,
nutre fantasias,
cria ilusões.
Já não sabe estar sozinho.
O anjo, agora, é multidões.


Carmen Regina*

terça-feira, 16 de setembro de 2014

*En Canto...




Por quem cantas coração?

Madrugada se inicia,
distante da poesia,
“aquela poesia”...


Poesia que me derrete, 
que me desperta paixão,
que é fogo e que me consome 
quando lembro desse homem
que me encanta o coração.


Tempo todo a pensar.
Tempo inteiro a me en

cantar.

Carmen Regina*