terça-feira, 26 de julho de 2011

* TUAREG


Tu, sob o manto azul do céu,  

tuareg das estrelas, miragem atrevida, 
perfumas as areias desse meu deserto de vida.

Tocas a tua flauta sob o firmamento 
e o seu lamento é um açoite,
mel adoçando a boca da noite.

Entre dunas e palmeiras,
camelos, beduínos e trovadores
adormecem em meu peito todos os temores.






*Carmen Regina 




imagem de madredelama blogspot - Google

sábado, 9 de julho de 2011

Para a poesia ir ao a mar...




"Cobri a estrada 
com tapete de pétalas macias 
para o poeta pisar
quando levar poesia para ver o a mar. 

Mas o poeta dorme.
Como se as estrelas fossem eternas, 
o fogo, inextinguível, 
o aroma das flores, sem fim. 

Náo chamarei o sábio para acordá-lo!
A sós com seus livros, que sabe o sábio de mim? 


Tudo dorme. Menos a flor ã beira do abismo.
E eu, que caminho perigosamente sobre ele.




*Carmen Regina

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Maktub




Um dia...
(estava escrito nas estrelas,
haveria de acontecer)
...

Era uma noite plena de magia,
(o Céu deitado com a Terra,
o mundo virado em melodias)...

Foi nessa noite linda
que o poeta conheceu a sua antiqüíssima poesia.
Amor e paixão a perder-se de vista!

Sons de mantras, sinos, hinos, vinho...
No caldeirão, doce ilusão fervilhando,
e a poesia, dos perigos da ternura,
nem se tocando...

Era mágica e linda, realmente,
essa noite longínqua do vida à fora.
mas, lá pelas tantas,
inexplicavelmente,
entre deuses e deusas conspirando,
o poeta pegou sua cruz e zás!
foi-se embora.

Não percebeu a joaninha amarela
pousada em sua  lapela,
nem ouviu o seu pedido:
- Poeta, larga essa cruz
e vem comigo.



*Carmen Regina




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