quarta-feira, 16 de junho de 2010

um brinco de lua




O brinco solitário da lua brilha
na orelha esquerda da noite.
O piercing de estrela é sua única companhia;
por fora, minúsculo cristal radiante,
adorno e complemento,
por dentro cintila mais que milhões de sóis.


É sua estrela polar, seu sol microscópico,
tão distante ao olhar telescópico,
e a um só tempo tão próxima do luar.
Cabem inteiros no zoom do poeta. 



O colar de versos que guardei
pra usar quando chegasse esse dia,
essa hora macia e terna,  
as flores noturnas perfumando-me 
as ninfas despindo-me
e instilando desejos em minhas veias 
com a seringa da poesia,
onde  estará?


Carmen

2 comentários:

Cris Corso disse...

Lindooooooo.. amei....

Bjnhs obrigada pela visita :)

Sergio Bittencourt disse...

A noite, a lua e as estrelas devem se sentir satisfeitas com o conhecimento que a poetiza tem de si.


Todos os milhões de sóis ficam vislumbrados, dopados pela seringa da tua poesia. Rsrsr.

Grande poema!

Imensa poetiza!