domingo, 12 de setembro de 2010



Eu ia te mostrar tantas coisas

Se tu fosses tu,

mas tu não és.

Foi um vacilo,

Umpiscar do meu olhar luxuriante,

Uma ilusão premeditada

Para dar consistência aos desejos.

Queria sentir o que sentiria a alma

Se fosse humana

Desculpa se foi fugaz,

Fogo fátuo.

Juro que te daria muito mais,

Te contaria os meus secretos de amor e paixão

Que ninguém nunca sonhou,

Tesouros do corpo e da alma

Que eu iria te entregar

Se tu fosses tu.

Mas tu não eras.


Smírama
by Carmen Regina

Imagem: O Cisne e Ieda, de Boris Valejo

4 comentários:

Adilson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Carmen Regina Dias disse...

Poetas do meu Brasil
hoje acordei poesia
versos morrendo de frio
sobre uma pauta vazia

Anônimo disse...

Porque não imprime em Portugal, ou já ca esta?vou esperando não morrer de frio te esperando,caricia suave .....

Carmen Regina Dias disse...

Sinto que a poesia te entra macia pelos olhos e se ramifica pelos sentidos.
É o que sinto.
A poesia me leva pra onde ela quiser
sem que eu consiga mover um dedo
para detë-la.
É curiosa essa submissáo no momento
histórico em que ela me vem.