segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tela de Ximena Henrico Galegos 




Aromas da noite


A tarde estremeceu,
o sol se deita aos  pés do horizonte;
logo mais,  a noite cairá do céu,
buquê delírios nas mãos,
sorrindo para os meus sonhos.
Meus sonhos, minha vida,
sonhos bem sonhado,  bem tecidos,
bordados noite e dia
com fios de dentro pra fora compondo,
em filigrana,
a delicada trama das horas
em que me inspira Poesia.
Em lugar de nós,  laços,
pequenos lacinhos, 
suaves e tenros,
como esse desejo que, 
agora,  me aflora.

As flores exalam, enlouquecidas,
há um zumbido em meu ouvido,
um silêncio profundo dentro do som
e isso ultrapassa meus sentidos.
Os jasmineiros estão silenciosos,
Os beijaflores, empertigados,
as floripöndios vencem a batalha dos aromas
com sua poesia em forma de taças brancas,
transbordantes do perfume inefável
com que cobrem o leito da noite.
E me embriagam.



Carmen Regina

Um comentário:

Sergio Bittencourt disse...

Fiquei fascinado "com sua poesia em forma de taças brancas,
transbordantes do perfume inefável
com que cobrem o leito da noite.
E me embriagam"