terça-feira, 3 de novembro de 2009

o retrato dela...

imagem do site olhares aeiou



O MURAL


Pelo olho de vidro pode ver:
os mesmos papéis,
os mesmos recibos
as mesmas anotações;
os mesmo alfinetes
contemplando o saber
rigorosamente encapado,
em tomos, lado a lado.
Mas a imagem dela,
símbolo da anunciação de posse,
já não estava lá.
Havia um aroma desconhecido
circulando nos aposentos.
Isso pode sentir
na voz do ser amado.
A rosa, antes viçosa, murchou,
o perfume de lírios evaporou.
E o que era encanto tornou-se
um mar, frio e distante.

Samara Lamat

3 comentários:

João Marques Jacinto © disse...

Grato, Carmen pelo seu comentário!


Sou,
apenas um simples homem,
que tem a loucura de um poeta
e que teima em olhar as estrelas
e o mar.
Tudo o que se pense
para além disto,
não é de mim...

Abraços-poema,

jj

João Marques Jacinto © disse...

Neste mar,
de eternos marinheiros
e de poetas
escondido nas profundezas
do espírito,
onde se recolhe o Sol
à meia-noite,
bem debaixo dos pés
do tempo e do mundo,
com colunas milenares
de lembranças,
fortes,
de emoções e de acalmia,
espreita o negrume
e se agitam ondas
de descrença,
ameaçando o deus da revolta
e dos ventos de liberdade
a transcendência e o caos,
a subida descontrolada
de marés,
até ao cimo do céu, onde,
reina o absurdo
e a utopia,
e Cronos se voltará a esforçar,
até que das margens do poder
inundadas e varridas
em todo o Inverno,
nasça um cardume de coragem
e de saber,
num prometido ponto vernal, qualquer,
que conduza a barca do Império,
além Finis terrae,
à descoberta de sensatus humanus
mar do Universo.

Manuel da Rosalina

Este poema não está terminado. Mas gostaria que o lesse olhando para o mapa de;

5 de Outubro de 1910
10h52
Lisboa

abraço-poema,

jj


P.S. - Não consigo ler os seus poemas codificados. Não os consigo colar na página de texto (deve ser um problema do meu PC)

João Marques Jacinto © disse...

Estou no Facebook.
Ainda não domino. Não tão interessante como o Orkut.

Uma boa semana!

bjs,

jj