Adorar é muito mais que amar,
Adorar é ter você num altar
Te cantar, te louvar...
Te oferecer flores...
Toda hora, todo dia...
Namastê!
Deitar com você e te amar.
Beijar, beijar, beijar, beijar,
Acender todas as estrelas do teu céu...
Sentir teu perfume, tua vibração
Toda hora todo dia
O mundo virado em poesia...
Namastê
Um beijo, uma poesia, mais um beijo,
Mais uma poesia...
Quando a estrela Dalva surgir no céu uma outra página se abrirá ao poema sem fim. Nova poesia irá nascer .
No momento, parto, parto-me, e voo, em pedaços,* desfolho-me em pleno ar, ou me deixo submergir nas águas que correm cá, dentro de mim.
O poeta não sabe escrever. Muito menos o sábio. Chamem-se as crianças, Deem-se-lhes papel, lápis de cor, giz de cera, guache e pincel Convocai as fadas e os anjos E esse bardo de lama e névoa Há de virar o próprio céu.
Eis que pouso no galho de vossa figueira celestial para melhor apreciar Netuno, lá longe, mar a dentro, sereias ao redor.... Tridente na mão, ilusões caminham sobre as águas, partem em direção ao poeta, que as vai tocando e torneando em seus sentires e pulsares que, ao final, se debruçam no papel e viram palavras ao léu. Mas ao poema não são mirações, são
Presságios
Minha alma salta pela janela. Estreito os olhos e vejo um punhado de lembranças revolvendo-se nas areias ao pé do mar.
Um sonho... Antes, era um deserto pulsante, Agora sou vazante.
Quando se verá o vôo do pássaro na imensidão do céu?
Ouço vozes, sons interpenetrantes. E meu sentir vai ganhando forma e substância .
Assisto cenas antigas e recentes que se misturam e se entrelaçam, qual aranha tecendo a teia, no limiar da imaginação.
Deja-vu de poeta? Pressinto que ainda se verão essas cenas nas asas do pássaro, lá do alto...
Meu herói das aventuras de eu menina...
Sois o corcel dourado que galopo feliz nas campinas
que se abrem infinitas aos meus olhos sedentos de aventuras.
Temo magoar-vos com meus caprichos.
E se vos acaricio os pés é mais para sentir a carícia
de vossa pele delicada, tão doce aos lábios,
que por reverência ao sábio que vos habita.
E se vos alcanço os joelhos com minhas mãos
é porque sinto que o vosso coração me chama,
e se ouso mirar os vossos olhos
é porque minha boca deseja guardar segredos
junto às estrelas do vosso céu.
Mestre, meu mestre...
permiti que eu toque vossos cabelos,
tão macios, tão perfumados, canteiro de lírio a céu aberto.
deixai-me sentir o êxtase das pequeninas bolhas de éter
que dançam no ar que respirais.
E eu cantarei para vós a canção que as musas me ensinaram.
E se me levardes ao vosso colo e soprardes levemente a minha testa
eu colocarei em vossa boca os beijos doces que recebi de Eros.
Procuro a fita de seda que há pouco bailava ao sabor do vento no vazio douroazulado que sobe do chão e encosta no céu. Alguém a viu?
Com ela farei um laço gracioso para enfeitar o presente, que fica sem graça sem laços e fitas, sem o brilho do papel.
Pensa num presente emocionante, daqueles que se abre devagar e se vai saboreando, do desenlaçar dos nós do laço, o cuidadoso abrir, mãos ansiosas, o pacote, ao êxtase de tocar a pérola preciosa do instante.
Se vires minha fita vagando pelo teu céu, recolha-a e guarde-a, não a deixe flutuar ao léu, por favor... Não imaginas a doçura de emoções que ela faz (res) suscitar.
E por muito as contemplar,
Estrelas,
Estrelas seguem para onde segue
meu olhar.
E porque estou aqui
guardam-se
dentro dos teus olhos,
como o Mar
sobre as areias.
O meu dharma em teu olhar:
Brilhar
...