domingo, 17 de agosto de 2008

Ressonância...


No silêncio da melodia,
o eterno vibrando em meus ouvidos,
na ponta da minha língua,
sutil como um gemido,
vibra uma nova poesia .

- De onde vem essa nota que me toca,
essa harmonia que me alivia,
essa carícia no coração?

Procuro uma pauta,
e as musas dançam na palma da minha mão...
Procuro uma pena
e meus dedos deslizam na tela do imaginário...

Tinta...
e minha saliva vai pintando florestas e mares,
e novos universos vão sendo criados
sobre a delicada trama dos tecidos
da tua pele...

carmen

4 comentários:

Sergio Bittencourt disse...

Sabe, Carmen, cada dia te admiro mais. Vc descobriu o segredo da poesia perfeita. É como se vê no poema ora comentado:

"na ponta da minha língua,
sutil como um gemido,
vibra uma nova poesia"

O poeta Davi já exarou:

"minha boca ferve com palavras boas".

Vera Lucia Bezerra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Vera Lucia Bezerra disse...

Meu DEUSSS!
Minha LINDA!
Recolho esta para
"os propósitos".
TO PRA VER ESPECIARIA IGUAL!!

CARACASSS!
Essa é a voz de uma deusa.
"ÉS MINHA POETIZA MAIORRRR".

Beijos de luzzz :)

Auristela Fusinato Wilhelm disse...

Que encanto de poesia. Especialmente profunda.

Postei a poesia Morre um Poeta no Recanto das Letras que construí a partir de uma trova tua lá no tópico Poesia Subliminar da comu Tribalistas. Com os devidos créditos para a trova:

na rua, ouve seresta,
é poeta, põe-se a sonhar,
feliz, coração em festa,
ah, como é bom amar...
(Carmem)