domingo, 17 de outubro de 2010

a cor dar




Quando a cor dei, 
as flores estavam abraçadas às pétalas,
havia orvalho, gotas cristalinas de uma lucidez inexplicável.

Os pássaros cantavam à  delicadeza da manhã dourada,
sinfonia de brisa 
despertando os ninhos adormecidos no colo das estrelas.

Como gosto de acordar em ti, 
quando passas, qual vento norte,
por minha nuca, entre os fios dos meus cabelos, 
à flor da pele!...

Sou o éter quando me sinto abraçada por tua leveza,
que nem é humana, 
é sopro, carícia, prana, elemental dos anjos

que me beija toda vez que abro os olhos 
e minhas mãos se estendem
para o nada 
em que tu brincas de ser a ternura 
do ar que respiro.


Smirama
by Carmen Regina

7 comentários:

Tânia Yuri disse...

Adoro o seu jeito sutil de poetizar momentos!

Vinicius Pereira disse...

SILENCI AR: RESPIRO.

adorei!!!

bjs

Fredes de oliveira souza disse...

SATISFAÇÃO...
OLA MINHA DIVAN COMO SENPRE PASSANDO ATRAVEZ DAS PALAVRAS UM SETIR QUE TRANSPARECE NA ALMA E QUE FLORA NO SENTIEMNTO.
PARABENS.
E OBRIGADO POR PRETIGIAR MINHAS ESCRITAS TB.

Martins Pescador disse...

Quem acordou na manhã
E ouviu os pássaros cantando
E depois abriu o Divan
Percebeu que não estava sonhando
Porque a poesia através do sonho
Nos mostra a realidade.

Amilcar Campos Bernardi disse...

Querida poetisa!

Teus escritos são como beija-flores: leves, puros e belos!

Abraços

Fredes de oliveira souza disse...

SATISFAÇÃO...
RELENDO ESTA SUA POESIA E VENDO A LEVESA DE POETIZAR A SIMPLICIDADE QUE FLORA E SE PROLIFERA.

Felipe Lacerda Bicalho disse...

"ès meu veno a tua boca quando beija à uz do dia
quando diz que a alma é pouca, quando amas tão vadia
Quase nunca nega fogo e quando queima se anuncia

É quando a alma foge ao corpo e me agarra feito coisa de magia.

Seu poema me fez lembrar esse outro, de feitos meus, antigos no tempo, muitos mundos atrás...