terça-feira, 26 de julho de 2011

* TUAREG


Tu, sob o manto azul do céu,  

tuareg das estrelas, miragem atrevida, 
perfumas as areias desse meu deserto de vida.

Tocas a tua flauta sob o firmamento 
e o seu lamento é um açoite,
mel adoçando a boca da noite.

Entre dunas e palmeiras,
camelos, beduínos e trovadores
adormecem em meu peito todos os temores.






*Carmen Regina 




imagem de madredelama blogspot - Google

12 comentários:

Menina no Sotão disse...

Ler poesia ao cair da tarde quando a vida se enfeita de cores para no instante seguinte se ausentar no meio das sombras. Delicioso.

bacio

Francy´s Oliva disse...

Belo poema, passei para te desejar um belo domingo, sem temores e lamentos.
beijos

Drisph disse...

Olá, Carmem, como vai, sumiu... Chegou o livro? Passando para sentir o astral daqui, e lhe desejar uma bom inicio de semana, e dia 10 está chegando, e com ele desejo-lhe a sorte de levar para a tua estante um dos nossos livros lá do O diario de uma poetisa, dos novos autores.
Estou com post no meu blog, esperando por sua espiada, é do livro que acabei de terminar.

Ramiro Conceição disse...

Prezada Carmen
Agradeço o seu comentário sobre o poema “Ilha das Águias” que você deixou, lá, no blog do Charlles Campos.
Gostei muito do seu poema. Parabéns. Gostaria, se você permitisse, de me tornar um comentarista de seu blog. Normalmente, a minha participação se dá via poemas (de minha autoria ou não) que, dentro do possível, tento alinhavar com o tema do post. Às vezes sou feliz, em outras nem tanto.

Bem, por agora , é isso...

Saudações poéticas!

Carmen Regina Dias disse...

Caríssimo Poeta Ramiro!

"Quando se ama,
a gente vira gente
do tamanho certo.
O amor é múltiplo do inteiro "

E eu amei, adorei sua proposta de comerntar o blog
com sua bela poesia. Poesia cheia de razáo
e magia.

Muito agradecida por teu olhar,
hoje o dia acordou sorrindo pra mim.

Muito grata mesmo.

E um grande abraço de poesia.



Carmen

Ramiro Conceição disse...

Novamente, Carmen, volto a lhe agradecer a delicadeza…

O poema exposto denomina-se “Múltiplo” e faz parte do “Vagalúmen” – meu primeiro - e único - livro publicado até a presente data. A Editora é a Escrituras, de São Paulo, e a publicação é de 1999. O Vagalúmen é constituído de, aproximadamente, 100 poemas.

Atualmente, estou numa briga terrível com o meu segundo livro: “Jardim dos Castanhos”. É uma briga boa, já dura alguns anos. De um universo de aproximadamente 400 poemas, no último ano, consegui reescrever em torno de 180. Creio que, se me for permitido, até o final de 2011 chego aos definitivos: muito provavelmente, uns 150-160 poemas. Esteticamente, o livro em elaboração está me agradando. Acho que você, Carmen, já percebeu: sou lento, muito lento… Existe até um poema denominado “Lesma”, que trata de tal assunto. Numa outra oportunidade publico aqui.

Caso lhe interesse, venho publicando paulatinamente o “Jardim” nos seguintes blogs: 1)Blog do Milton Ribeiro; Blog do Charlles Campos(que você conhece); Blog da professora Rachel Nunes; Blog do Carpinejar; Blog Dito-Cujo, do poeta Tomás Paoni; e, às vezes, no Blog Caminhante por Fora.

Deu pra perceber: eu, propriamente, não tenho blog!!! Meu e-mail para questões de literatura é: ramirocn@usp.br Bem, com o passar do tempo iremos nos conhecendo... Um abraço e, de novo, saudações poéticas!

Ramiro Conceição disse...

Efeitando o seu "Tuareg"...


ESTELARES
by Ramiro Conceição


Houve antes.
Existe agora.
Haverá depois.

Então, meu amor,
por favor, aviva-te!
Porque o sagrado da Vida
é o tempo que nos habita.

Na rua das castanheiras,
namoro o amor que mora.
Lá, crio, rio,
choro e devoro-te…
Quando o amor nos beija,
enfeita Alguém, com véus,
as castanheiras… do céu.

Agora existe,
na planície,
um perfume:
teu nome…
Por isso,
precisamente,
preciso-de-ti,
pois, quando
te amo, canta
a castanheira
ao bem-te-vi.

O que será de mim
quando o Sol pentear
os teus cabelos
e o amarelo revelar o quê,
que não vira antes tão belo?

O que será de mim quando,
porventura, o teu sorriso passear
qual mar que leva um bardo à vela,
grávido, à fundura do amor bendito
qual antílope enamorado a farejar
no orvalho a dádiva do teu perfume?
Ai, de mim! O que farei quando fores
uma perdida esperança… em mim?

Meu amor, quando se der a despedida,
sejamos então, só, as sementes à Vida!
Pois as lágrimas são encontros com as marés
de onde viemos e das quais ressuscitaremos:
estelares!

Dan disse...

Carmen
teus poemas são lindos.
Lhe seguindo. Me visite, ficarei feliz.

Deixo um grande abraço, Dan.

Carmen Regina Dias disse...

"...saltitantes, bem e mal
retornaram às coleiras imaginárias
do consagrador de palavras,
mas o amarelo inovador com gravidade
foi ferido
no cantarejar das metralhadoras
na viela:

um pequeno lusíada mestiço,
num beco brincando com a vida,
morreu — sem saída. "

Ramiro Conceição - Vagalúmem


Desejo ler a tua obra, Ramiro, hoje acordei como quem dormiu uma vida inteira. Muito obrigada, viu, por me encontrar nessa vida dormida.

CARVALHO - O ASTRONAUTA PERALTA ® disse...

Sou meio Tuareg, acredito no cosmopolitismo deles...Paz.

ManivelasdaMente disse...

Outra obra prima.De encantar!

João M. Marques Jacinto disse...

Bela Carmen; oásis de meu deserto!
Belo poema!...

Abraço-poema,

jj