No livro do E terno
Poeta se achega de manso,
e ocupa lugar no momento.
No mesmo instante, se espessa
e se apossa da forma, a alma.
Poeta se achega de manso,
e ocupa lugar no momento.
No mesmo instante, se espessa
e se apossa da forma, a alma.
A mente cochila,
as máos se tornam maleáveis,
tapete de nuvem se estende no chão,
os sentidos giram, alucinados,
as máos se tornam maleáveis,
tapete de nuvem se estende no chão,
os sentidos giram, alucinados,
o corpo serena, o poeta se acalma.
As brisas passam, varrendo tudo,
as penas flutuam no campo de pouso do peito
do poeta.
do poeta.
O tempo para pra ouvir o zumbido das abelhas.
É a hora do anjo.
É a hora do anjo.
Nasce poesia na manjedoura da língua.
O mel escorre pelo canto da boca do poeta
solitário, em seu trabalho de parto.
O mel escorre pelo canto da boca do poeta
solitário, em seu trabalho de parto.
A abelha rainha entrega sua oferenda,
alma nas pontas dos dedos.
No céu, uma lua branca anuncia
o registro de Poesia
no livro do E terno.
Carmen Regina
Carmen Regina
imagem do google

1 comentários:
Que forma mais linda de narrar o nascer da poesia!
Mais uma vez fiquei fascinado.
Abraço.
Postar um comentário