sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Um belo dia, um poema





É para ser um belo poema esse dia.
Peço licença para o ler em voz alta,
quem sabe os passarinhos ouçam,
e as flores exalem seus perfumes,
quem sabe meus rebanhos silenciem
e eu possa finalmente ver
sem cortinas no olhar.

Seja este dia um retalho da colcha de eternidade
que o espírito foi criado para bordar, 
E que a humanidade desperte do sono
pela mídia embalado
e que possa ver o que náo tem  paciëncia para perceber,
- o culto desenfreado  ao consumo,
 às tecnologias desafiadas pela Natureza;
e que as autoridades nomeadas pelo povo
honrem as milhóes de vidas ao seu discernimento
confiadas.

Sejam os sonhos infinitos, leves e breves.
Semibreves, colcheias, claves de sol imensas
desenhadas pela pena do amor 
na pauta dourada do coração do poeta...
 Possam nossos ouvidos ouvir a melodia
da flauta de Deus.



Carmen Regina - foto de Rarindra Prakarsa

2 comentários:

odila-garcia disse...

Muito feliz em estar aqui e ler as frases deliciosas dessa poeta. Com certeza é um lindo poema e todos os pasarinhos estão radiantes.
Bem aventurado aquele que consegue ouvir a melodia da flauta de Deus.
Beijos

Sergio Bittencourt disse...

"Sejam os sonhos infinitos, leves e breves.
Semibreves, colcheias, claves de sol imensas
desenhadas pela pena do amor
na pauta dourada do coração do poeta..."

Sejam as armas criadas por tantos
Jogadas aos pés do poeta maior
Tal doce cantata na noite de estrelas
Trazendo de novo o mais belo luar
Feito um passarinho que dorme no ninho
fazendo carinho ao som da manhã
E já vem chegando na concha da mata
As novas delícias do eterno afã
De andar por mil léguas naquela sonata
E cantar de mansinho um verso de amor.