terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Aonde?...

O frio da madrugada acordou
o abismo das interrogações.

Tigres famintos, dragões alucinados
escancaram suas bocas vorazes,
uivam lobos na escuridão...

Que dirá meu coração,
conhecimento sobrando,
convicções definhando...

Nas pupilas há penumbra.
Bom será voar além dos escombros do medo,
acordar e ver o mar.

Ah! a sina do rio!
dissolver-se
aos pés do mar,
sem dor, sem hesitar,


as ondinas aplaudindo,
navios ao longe roncando...
Tudo o mais, brisa e maresia,
as areias deslizando,
gaivotas, céu azul...

E o poeta sentindo o gosto do mel
na ponta da pena,

poesia querendo namorar.

Onde isso irá desaguar?

carmen

4 comentários:

Vera Lucia Bezerra disse...

...Só depende da
Sede e fome do poeta,
peixe? Rio transbordandooo...
Sede? "Toma na boca da nascente".

Contradição!!rsrss
- O rio não morre
sem desaguar no mar vermelhooo...
Até que a boca se agüente.
Sem dó, sem dodoi, ou
remédioooo...E então? rsrsrs

Anônimo disse...

Aonde?....Não sou iluminista,sou enfetiçada pelo romanntismo alemão,uma pessimista,nilista,esta poesia é tudo isto,aceitação rendição,"a sina do rio"...mas a inquietude continua o cogito é infinito, Onde isso irá desaguar?Adorei Carmen,eu gosto muito do seu estilo,é gostoso, é bom lê-la.
Como diz o Buarque para onde vai o amor quando o amor acaba?

Anônimo disse...

Aonde?....Não sou iluminista,sou enfetiçada pelo romanntismo alemão,uma pessimista,nilista,esta poesia é tudo isto,aceitação rendição,"a sina do rio"...mas a inquietude continua o cogito é infinito, Onde isso irá desaguar?Adorei Carmen,eu gosto muito do seu estilo,é gostoso, é bom lê-la.
Como diz o Buarque para onde vai o amor quando o amor acaba?

Sergio Bittencourt disse...

Ando assim meio febril. Ao atravessar fronteiras me desfaço em dores e fujo pra viola. Me acalma ouvir o canto da própria alma...

"E o poeta sentindo o gosto do mel
na ponta da pena,
poesia querendo namorar.

Onde isso irá desaguar?"