segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

RE VI VER



As flores definhando, as folhas secando, as raízes enrijecendo,
- o jardim precisa ser transplantado.

Os deuses, sempre benevolentes:
- o jardineiro não guardou o domingo e deu o ar de sua graça.

Veio com ele a sua amada, moça sorridente, cabelos de anjo,
olhos azuis, corpo avantajado.

O verde do chão e até o mato suplicavam por seus cuidados.
As horas voavam, quintal e angústia igualavam-se na imensidão.

Ao fim, pelas mãos da poesia, o jardim ganhou seu lugar ao chão,
Agora é irrigar e esperar...

As flores, em suas covas, renascerão, logo estarão viçosas,
virão as borboletas, os beija flores, as fadas do amanhecer.

Suspiro por seus aromas ao anoitecer...
Que dirá meu coração...uma só gota do teu perfume ...

Carmen Regina

6 comentários:

Dalmácia disse...

Sim, aqui está ele, por sua amada,
poetando a noite
enquanto a nave vai e vem
arvorando saborear das flores
das verbalizações que soem fluir
de uma deusa imaginária
esverdeando o verde
té achar a cor
dos aromas que trazes
com teu cantar obsidente
feito colibri nas manhãs
Feito tu, menina poeta
inigualavelmente

Manuel da Rosalina disse...

Deste campo nascerá o canto mais viçoso e florido do universo; um jardim de poesia!

bjs,

jmj

Miguel disse...
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Carmen Regina Dias disse...

Obrigada, Miguel, por seu comentário.
Fica assim registrada a sua opinião
anônima.

João Marques Jacinto disse...

No seu jardim haverá poesia e felicidade
e não erva daninha, da ruim!

Sejamos flores!

bjs,

joão m. jacinto

Sergio Bittencourt disse...

"Ao fim, pelas mãos da poesia, o jardim ganhou seu lugar ao chão"

A beleza do jardim, os contornos das flores, a imagem que se fez, tudo enfim, fez a poetiza viajar, suspirar e beber da gota perfumada de uma linda canção, transplantando assim para nós o seu lindo jardim da poesia.