segunda-feira, 21 de março de 2011

* O Esmeril





Eu, gema, gemo,
mal chega perto o esmeril,
o som estridente, as faíscas de fogo,
os fiapos e lascas saltando de mim.

 Eu gemo.

 Lapidar, lapidar, lapidar!
É um lapidar sem fim.
A velha roupagem?  
Já era!      
                                                                  
Foi ao poço da quimera.

 No começo, me desconheço,
mas, quando surgem as faces,
aquelas,  que eu não veria,
se não fosse o esmeril..

Alegria! (quem ti vê, e quem ti viu!)


*Carmen Regina
foto do site Zaroio.com.br via Google

2 comentários:

Retalhos do que sou (Van) disse...

viver é lapidar-se, "esmerilar-se", descobrir-se, mostrar-se a si mesmo,medo das faíscas, dos cortes? Todos temos, mas a obra pronta sempre agrada, apura-se

Van disse...

Os seus comentários carinhosos me encheram de alegria.

A sua inteligência me atrai, quero descobrir mais através de você.

Mil beijos, Carmen Regina!