quarta-feira, 22 de abril de 2009

Nada...


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Beijo o poema alheio
e toco o meu ser interno.
Há tantas borboletas nas entrelinhas...
Lá vem primavera correndo pela estrada dos versos,
desejosa de esparramar-se em cores e pétalas
nos jardim do outono.

A madrugada sussurra no ouvido das fadas,
as pedras despertam em aromas sutis...

E o que há?
Há nada.

Montanhas de nada
preenchem o imenso vazio

entre o poema
e as mãos do poeta.


A poesia flutua
na maciez do grande vácuo

entre as palavras e os sentidos,
os beijaflores não viram o por do sol,
nem as gaivotas,

nem o mar tampouco,
a rainha adormeceu
no coração da colméia,

mas as abelhas são incansáveis
em seu laborioso

zzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzzz..

Do alto,
na ponta de cá da nossa gangorra de nuvem,

observamos
o pequeno Eros e sua irmãzinha Anteros
brincam felizes

entre as perfumadas macieiras do Éden...

Do lado de lá,
pena fina na ponta da língua,

o poeta na alma sorri.
Porque tudo é incrível.


carmen
bjjs

Um comentário:

Dolores Quintão Jardim disse...

E, eu beijo a tua poesia...oteu lindo ser!

Carmen..és TUDO!

Beijinhos,amiga!