quarta-feira, 1 de abril de 2009

Pedido

Estão aqui, pálidas e nuas
São tuas
Frias como mármore, lívidas como a morte
Mãos, como querias,
Vazias...
Ajoelho-me diante do horizonte distante
Rezo...
Pra que as culpas não firam as asas
Para que não doam as penitências
Nem te rondem as recorrências.
Ofereço-te meu oásis imaginário
Molha teus pés...
Perfuma tua renúncia com o óleo do meu pesar
E ...dorme, poeta, repousa...
Quando acordar, me ensina,
Como ensinas aos meninos e meninas
A arte de conjugar
O verbo que dominas.


carmen

Um comentário:

Sergio Bittencourt disse...

Quando estamos vasios, reconhecemos a necessidade de pedir e, assim nos entregamos, com o afinco necessário, numa oração de renúncia e dor, certos de que haberemos de alcançar o que almejamos. Aquele que tudo nos dá, também nos ensina a pedir.

Que o Criador lhe transmita sempre este linguajar profundo que só ao poeta é conferido.