domingo, 5 de julho de 2009

Pobre anjo

Era um anjo,

Até começar a beber

na taça dos mortais.

Agora cultiva ervas daninhas,

e se espalha...

Agora destila sua própria sicuta.

Não sabe o mal que se faz.

Pobre anjo...

Não resistiu ao chão movediço

de suas próprias re criações.

A alma apagou a luz

e ele dormiu.

Ainda dorme, pobre anjo...

Enquanto dorme

nutre fantasias,

re cria ilusões.

Já não sabe estar sozinho.

Só, alimenta fantasmas.

O anjo agora é multidões.



carmen



4 comentários:

José Heitor Santiago disse...

Admirável este Pobre Anjo!
Parabéns, poeta da Terra e dos Céus!

Abraços poema!

Luar Lian disse...

Carmem, que coisa tocante a sina desse Pobre Anjo!
Lindo poema!
bjs

Roberio Matos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Roberio Matos disse...

O mal não precisa de fertilizantes. Por si só se autoaduba.
Inteligente e criativo o teu "Pobre anjo", Carmen.
Beijos poéticos.

Robério Matos (twitter)