sexta-feira, 27 de junho de 2008

Vagas ...

Mar...
Um mundo de águas...
Ondas e mais ondas,
marolas sem fim dentro de mim.

Agora, tempestade, maremoto, procela,
velas desfraldadas e rasgadas.
Por onde vagas...?

Na aldeia de guelras e sereias
Gaivotas voam alto para ver
as estrelas do céu em cada grão de areia ...

Ventus fortis...
Meu coração segue á deriva
sem mapa, sem rumo, sem norte...

carmen
foto by photo.net

2 comentários:

Sônia C. Prazeres disse...

Coração de poeta é assim. Vagueia e pensa que é sem norte, mas o norte é poesia...é sorte!

Abraço grande

Sergio Bittencourt disse...

Essa me lembra uma música que compus com Ary. Diz:
"Meu bravo mar, tu és um rei
a tua força é a minha lei
Venho aqui te contemplar
Guarde um segredo meu..."

Ana Catarina, nossa amiga poeta portuguesa, me enviou agorinha esta:
"Ao mar…

Gigante revoltado, enlouquecido,
Que de acalmia não se sustenta;
Prende-me o olhar, a admiração,
Assim se fortifica esta paixão,
Que a tua controvérsia alimenta.

Reflectes o luar que te enobrece,
Escondes as trevas do teu ser;
A vida e cor, acolhes no teu seio,
És para mim, que te contemplo, enleio,
Intimidas e fazer reviver.

Tréguas, descanso algum ou piedade,
Nada ofereces, às rochas que consomes.
Pela areia, é eterno o teu amor,
Em ti se envolve, sem nenhum pudor,
Fiel, mais que as estrelas que tu somes."

Gostaria de abraçar voces, entrar correndo no mar e poetizar perenemente.