sábado, 7 de junho de 2008

Cogitações

Quem sabe, sentir seja esse imaginar sem fim...
Sempre o que enxergo tornando-se no que penso.
Enquanto observo, olho esquerdo conectado a uma dimensão sutil,
o olho direito, dominante,
vê ou vaga?
Leva ou é levado pelo outro?
É olhar e ver. O que vejo? Vejo o que desejo,
ou as coisas são assim mesmo,
esses tons fazendo molduras no ar ao redor das coisas
e, nesse ver, o que vem de dentro e de fora de mim
vai alterando o meu sentir...? Assim como as estrelas não vão embora quando o sol vem,
reparo que ver independe dos olhos,
apenas do olhar.
Quantos olhos temos?
Conseguirei juntá-los num único olhar?
Se não os tivesse sentiria de alguma forma? É a luz...
Se tem luz tem sombra, e tem foco, ainda que disperso.
O tempo todo penso que ainda acerto esse foco.



carmen

2 comentários:

Sergio Bittencourt disse...

Quem possui imaginação tão fértil com certeza há de acertar o foco.

Abraço, amiga.

Lucas Da Hora disse...

gostei muito do seu blog...
vai lá no meu quem sabe você gosta...
obs.ele ainda tá em processo de formação rsrsr..http://lucasdahorapoemas.blogspot.com/