sábado, 17 de maio de 2008

Esmola não, ouça...






Ei,
você
que me olha, aflito,
Sente pena? Vejo dó?


Não! Não quero esmola!.
Náo quero nem o seu dó. 
(queria que me ouvisse...)


Eu tenho sonhos, sabe...

Sou criança sim,
gosto de brincar.
As estrelas brincam de esconde-esconde com o Sol,
notou? 
Ham, não quer saber? bobagem?

(essa noite vou brincar de dormir na sua garagem...)

(Um cobertor eu aceito.)

Vejo tanto brinquedo nas lojas, 
e nenhum na minha mão; 
é quando sinto birra no coração...
Vem uma a vontade de quebrar o vidro, pegar
o brinquedo pra mim  e
fugir. 
Mas fugir pra onde? 
Eu nem tenho pra onde ir...

(O que eu não daria por um skate...ou um copo de
chocolate com leite...)

Não tenho casa, sabe, mas vou ter quando crescer,
só que eu não to nem indo na escola, 
(não tenho roupa, não tenho tênis). 
Faz tempo... 
meus pés tão que é pura ferida, 
mas eu não ligo
Antes de dormir eu choro...
(tô de saco cheio dessa vida)

 - O que o seu filho vai ser quando crescer?



Carmen Regina Dias

3 comentários:

Vera Lucia Bezerra disse...

...O hoje é agora, tempo de firmar a nossa voz aos enormes ouvidos, Nossas ações nas mãos, e dar início ao que será, para que não venha de encontro, o que hoje é.

Amigaaaaa!
Beijos

Jardim de Poesias disse...

Verdade ecoando pra todos os lados... quem serão nossos filhos? Que Deus nos perdoe a displicência...que ele ilumine a mente de todos os filhos.
Cada dia mais bonito teu blog.
Fico me perguntando por que demorou tanto pra fazer isso?
Beijo grande

A voz do Povo disse...

nossa fiquei comovido com o texto por que esses dia eu fala desse final da fraze o que o meu filho será quando crescer foi o que disse um entrevistado em minha reportagem.
quero desde já parabenizar
Carmen Regina Dias pelo lindo trabalho as pessoas tem que se perguntar o que o meu filho será quando crescer.
beijos no coração