segunda-feira, 12 de maio de 2008

Lá vem ela...











Lá vem ela

Braços dados com a alvorada

Lá longe, no começo da estrada

Onde o mar não alcança

E a madrugada se veste das pétalas douradas

Que as ondas sonham entregar ao luar,

E que de tão perfeito o sonhar, elas vêm

E se estendem, infinitas, sobre as areias

Sobre a relva, o sereno que cai invisível

Colando brilhos de estrelas no chão do amanhecer...

Lá vem a palavra com seu vestido branco,

Circundada de flores

Que ninguém nunca viu assim

Tão fluorescentes e mornas

Vem, poesia da alma,

Vem pra mim,

Vem tranqüila, passo a passo

Atravessa o vale do desabrochar

E vem, vem meiga, vem mansa

Vem lânguida

Por fora, neve, por dentro, lava

Que quando tu vens, desfaleço

No rastro desse perfume embriagador

Que nenhuma madrugada jamais

Ousou ou teve a honra de inspirar

Vem, e me beija e me possui

Para todo o sempre

Amém.


Carmen Regina Dias




3 comentários:

Vera Lucia Bezerra disse...

Beijo o teu Dom!
Lambo tua cria,

Poesia,
tão afortunada és tu!
Vê de quem és cria?
Do vasto VERDE,
vertendo o rosa
que por amor,
gera á ti oh, flor,
para o que sou
beija flor.

-Pousou no galhinhooo
...voou rsrsss

Lindo amiga!

:)

Luciano disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Luciano disse...

Já te disse outro dia: quem dera eu ter o dom do poeta, mas ele não corre nas minhas veias. Porém, sinto na tua poesia uma agitação nas células do bom gosto, tal qual o vento nas areias.
Parabéns, Carmen! Está tudo muito bonito por aqui. É a impressão digital da tua capacidade, a marca da tua imagem e a assinatura da tua criatividade!
Foi tudo que vi!
Beijos.