terça-feira, 13 de maio de 2008

O amor renasce...


E o amor, que é imortal, renasce...
O amor é aquele tambor pequenino, um brinquedo de menino,

esse deus que me olha sereno de dentro dos meus sonhos e me sorri,

porque tudo é um sonho, e nada é para sempre.

Ele é o estado de graça que faz as deusas serem belas,

ele é o aroma que as faz perfumadas e meigas...

Ele povoa seus pensamentos, seus sentimentos, suas sensações
com poesias
que só às deusas são ofertadas...
Ele as atrai como o mel atrai as abelhas, ele fascina suas almas de meninas

e as leva para brincar aos pés daquele riacho que nasce na fonte do seu coração

e corre sem fim dentro de tudo que existe...

O amor nunca morre e, no entanto, renasce todos os dias
no mesmo instante
em que o sol irrompe, os pássaros se põem a cantar
e as fadinhas se levantam
para dançar sobre as gotas de orvalho das manhãs.
Quando a alma desponta no horizonte do poeta, ele é o dourado que a tudo permeia,

é a melodia tocando suave a natureza das coisas .

O amor renasce toda vez que o poeta abre as asas e suas mãos se põem a extrair

poesia macia das pedras mais duras, as transformando em bolhas cintilantes
só para
circundarem os corpos das deusas quando o inspira a poesia.
Das ondinas, essas ondas pequeninas, ele fez um xale e colocou em seus
ombros
só para vê-las chorar quando o tambor pára de tocar,
e o poeta adormece, e a poesia hiberna, e a primavera desaparece..

E então o menino deus poeta volta a tocar..

E o amor ressurge das chuvas...

E renascem as deusas, as flores, os perfumes, as estrelas no céu,

a alma da natureza renasce,
e a poesia diz o primeiro verso de amor na boca do poeta.




... Carmen Regina Dias, para o meu poeta na alma...

4 comentários:

kasnew disse...

Adorei a definição do amor postada por aquela que considero a melhor poetiza brasileira da atualidade, quando exara:
O amor é "o estado de graça que faz as deusas serem belas".

Sergio Bittencourt disse...

Assinado: Sergio Bittencourt

Lidia disse...

Como o amor renasce se ele é imortal? Se renasce, é porque morreu, não é? Hahaha...
Brincadeiras à parte, vi um link do seu blog no profile do Vicente Cecim e resolvi visitá-lo.
Gostei de como você abordou o amor de uma forma sutil, suave e feminina... com um retoque de ingenuidade, eu diria! Retomar assuntos clássicos como divindades é um requinte e tanto.

Carmen Regina Dias disse...

o amor do poeta é imortal sim,
é que o poeta adora criar imagens, aprendeu com outro poeta, um poeta anjo na alma, entende?
Ah, eu adoro esse escrito, escrevi
pra ele, sabe, ele, que existe,
e eu nem sei quem,
só sei que existe, sinto-o,
talqualzinho o amor...
entende?
Nasce, morre, torna a nascer, mas só na imaginação fértil do poeta...
e o que é a imaginação, ham?
ah! agora são outros quinhentos, né?
não é uma coisinha à toa, a gente sabe, é algo mais, uma outra dimensão, digamos...rssss